Eu quero rasgar o meu mapa, quero traça-lo ombro a ombro com negros
mestiços e brancos.
Caminhos por onde ir...
Quando me preparo para fazer o trajeto de casa para minha escola, faço-o com carinho. Bem limpinha e cheirosa eu vivo um momento de grande prazer porque considero que ir na escola, alfabetizar me faz melhor a cada dia e as pessoas brasileiras, que são meus alunos vão se tornando, a cada dia melhores e mais felizes.
Quando saio do meu edificio sempre encontro pessoas que normalmente não conheço. Fico observando e pensando.Cada um do seu jeito,para onde será que vão e de onde vem.Normalmente apuradas.
È só uma quadra na rua Fagundes dos Reis onde morro. Passo então para a rua Moron e lá fico olhando vitrines. Tem algumas de roupas de jovens, de homens e mulheres e eu fico imaginado qual delas meus filhos usariam.
Parece um monstro, eu sempre desvio o olhar,mas acabo enxergando,aquela vitrine de manequins obesos. Está escrito: Vende-se tamanhos G,GG,XG.Certamente eu me odiaria sendo gorda como os manequins.
Terminando a rua Moron começo a descer a Capitão Eleutério. E uma descida íngreme vou freiando
com os meu tênis de agarradeira, e todos os dias agradeço, por estar descendo, porque na volta tenho que subir.
È nesta mesma rua que chego a escola, caminhando costumo ter idéias brilhantes para incrementar minha aula.
Perto da minha escola encontro alguns alunos meus e vamos juntos conversando.
A sala de Alfabetização
Em março, foi escolhida uma sala, pela direção da escola para ser a sala de alfabetização. Ela é ampla, ventilada e bem iluminada. É gostoso de estar nela.
Como trabalho num NEEJA, Núcleo de Educação de Jovens e Adulto, tenho alunos que variam de 15 anos a 73 anos, as pessoas adultas, são aposentados, desempregados e todos os meus alunos são de baixa renda, excluidas dos trabalhos formais, pela idade ou falta de escolaridade; são vítimas de muitas reprovações, causando baixa-estima.
Os jovens foram excluidos da escola normal, pelas reprovações.
Tenho três alunos com sindrome de dow e uma aluna com deficiência física e mental.
Meu grande desafio esta ano é promover situações dialógicas, participativas cada vez mais e mais completas e verdadeiras, para que minha turma de 16 alunos se transforme de fato numa comunidade aprendente, em uma equipe de criação solidária.
Nesta sociedade desigual e excludente
quero me transformar num educador reflexivo e participante e também um portador de esperança.
Eles conhecem o computador mas nunca tiveram acesso a eles e nós fizemos um planejamento.Quando for liberado, pela direção da escola o laboratório de informática, nós iremos uma vez por semana, com o objetivo de nos alfabetizarmos tecnológicamente.
Tania Bernardon
Comments (3)
Anonymous said
at 12:29 pm on Apr 7, 2007
Oi Tania a senha foi trocada corretamente.
Abraços
Patrícia Marchand
Anonymous said
at 12:31 am on Jul 13, 2007
Olá querida!
Estou com saudades de ti... estás meio ausente... o que aconteceu?
Que tal nos encontrarmos para conversar no bate-papo do rooda toda sexta feira (das 18 às 19), ou pelo msn: sussu_assuncao@hotmail.com, ou pelo skype: suelen.assuncao?
Bejão no coração
Suelen - tutora da sede - SI2
Anonymous said
at 12:11 am on Jul 17, 2007
OLÁ TÂNIA!
Teve alguma dificuldade para esboçar a tua linha do tempo?
Para qualquer coisa, entre em contato.
Beijão
Suelen - tutora da sede - SI2
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