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Page history last edited by PBworks 5 years ago

       Eu quero rasgar o meu mapa, quero traça-lo ombro a ombro com negros

mestiços e brancos.

          Caminhos por onde ir...

 

 

        Quando me preparo para fazer o trajeto de casa para minha escola, faço-o com carinho. Bem limpinha e cheirosa eu vivo um momento de grande prazer porque considero que ir na escola, alfabetizar me faz melhor a cada dia e as pessoas brasileiras,  que são meus alunos vão se tornando, a cada dia melhores e mais felizes.

       Quando saio do meu edificio sempre encontro pessoas que normalmente não conheço. Fico observando e pensando.Cada um do seu jeito,para onde será que vão e de onde vem.Normalmente apuradas.

            È só uma quadra na rua Fagundes dos Reis onde morro. Passo então para a rua Moron e lá fico olhando vitrines. Tem algumas de roupas de jovens, de homens e  mulheres e eu fico imaginado qual delas meus filhos usariam.

            Parece um monstro, eu sempre desvio o olhar,mas acabo enxergando,aquela vitrine de manequins obesos. Está escrito: Vende-se tamanhos  G,GG,XG.Certamente eu me odiaria sendo gorda como os manequins.

       Terminando a rua Moron começo a descer a Capitão Eleutério. E uma descida íngreme vou freiando

com os meu tênis de agarradeira, e todos os dias agradeço, por estar descendo, porque na volta tenho que subir.

           È nesta mesma rua que chego a escola, caminhando costumo ter idéias brilhantes para incrementar minha aula.

          Perto da minha escola encontro alguns alunos meus e vamos juntos conversando.

 

   A sala de Alfabetização

 

 

                Em março, foi escolhida uma sala, pela direção da escola para ser a sala de alfabetização. Ela é ampla, ventilada e bem iluminada. É gostoso de estar nela.

                Como trabalho num NEEJA,  Núcleo de Educação de Jovens e Adulto, tenho alunos que variam de 15 anos a 73 anos, as pessoas adultas, são aposentados, desempregados e todos os meus alunos são de baixa renda, excluidas dos trabalhos formais, pela idade ou falta de escolaridade; são vítimas de muitas reprovações, causando baixa-estima.

               Os jovens foram excluidos da escola normal, pelas reprovações.

               Tenho três alunos com sindrome de dow e uma aluna com deficiência física e mental.

                Meu grande desafio esta ano é promover situações dialógicas, participativas cada vez mais e mais completas e verdadeiras, para que minha turma de 16 alunos se transforme de fato numa comunidade aprendente, em uma equipe de criação solidária.

                Nesta sociedade desigual e excludente

  quero me transformar num educador reflexivo e participante e também um portador de esperança.

                Eles conhecem o computador mas nunca tiveram acesso a eles e nós fizemos um planejamento.Quando for liberado, pela direção da escola o laboratório de informática, nós iremos uma vez por semana, com o objetivo de nos alfabetizarmos tecnológicamente.

 

                       Tania Bernardon

              

Comments (3)

Anonymous said

at 12:29 pm on Apr 7, 2007

Oi Tania a senha foi trocada corretamente.
Abraços
Patrícia Marchand

Anonymous said

at 12:31 am on Jul 13, 2007

Olá querida!
Estou com saudades de ti... estás meio ausente... o que aconteceu?
Que tal nos encontrarmos para conversar no bate-papo do rooda toda sexta feira (das 18 às 19), ou pelo msn: sussu_assuncao@hotmail.com, ou pelo skype: suelen.assuncao?
Bejão no coração
Suelen - tutora da sede - SI2

Anonymous said

at 12:11 am on Jul 17, 2007

OLÁ TÂNIA!
Teve alguma dificuldade para esboçar a tua linha do tempo?
Para qualquer coisa, entre em contato.
Beijão
Suelen - tutora da sede - SI2

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